quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Descoberto método de extrair DNA de fósseis sem danos

Um importante problema com a análise genética de organismos fossilizados é que a extração do DNA implica a eventual destruição dos espécimes. Mas um novo estudo destaca que é possível retirar DNA antigo e conservar as valiosas peças.
Publicado no PLoS ONE, revista eletrônica de acesso aberto, o método de extração foi aplicado em insetos fossilizados em sedimentos de gelo e pertencentes a um museu. A novidade é baseada no processo in vitro conhecido como reação em cadeia da polimerase (PCR, na sigla em inglês), usado para amplificar fragmentos de DNA, de modo a obter milhares de cópias desses pedaços, facilitando a sua análise.
O novo estudo foi feito por pesquisadores da Dinamarca, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia, que usaram um método descrito em 2007 por outro grupo internacional também na PLoS ONE.
Os cientistas conseguiram extrair com sucesso DNA dos macrofósseis encontrados na Sibéria, com mais de 47 mil anos, e de besouros de até 188 anos, preservados no Museu de História Natural em Copenhague. Por conta de manter os espécimes, o método tem grande potencial para pesquisas feitas com DNA antigo.
Apesar de sua enorme diversidade, os insetos são quase sempre ignorados em estudos com DNA antigo, que se baseiam principalmente em vertebrados ou plantas.
"Embora os insetos sejam o grupo animal mais diverso na Terra, com mais de 1 milhão de espécies descritas, estudos com DNA antigo tem se limitado, até agora, a espécimes de museus com menos de 100 anos" destacaram os autores.
Um grande empecilho para o uso de insetos fossilizados nesse tipo de pesquisa genética é a natureza destrutiva dos procedimentos de extração de amostras. O problema está relacionado a diversas fontes, certamente, mas é de importância maior para os espécimes menores, como os insetos, nos quais mesmo uma amostragem limitada pode resultar na destruição de características morfológicas importantes.
O uso de espécies históricas, mantidas em museus, tem importantes aplicações em estudos genéticos de populações, uma vez que podem revelar antigas estruturas genéticas. Macrofósseis de insetos oferecem a oportunidade de estudar climas e ecossistemas de milhares de anos atrás.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI3676370-EI8147,00-Descoberto+metodo+de+extrair+DNA+de+fosseis+sem+danos.html

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"Descoberta mutação que gera câncer infantil"

Esta é uma noticia da Revista Fapesp deste mês, o que mostra que os conteúdos vistos nas aulas de Biologia Molecular e Genética são intensivamente aplicados à Pesquisa. O grupo que fez a descoberta é internacional mas com participação de brasileiros.

"As mutações descobertas alteram um gene codificador de uma proteína fundamental para o desenvolvimento e o amadurecimento de um tipo importante de células de defesa, os linfócitos ou células T."

Apesar da descoberta mais genes parecem estar relacionados com a doença, os cientistas pressupõe que remédios usados na gravidez podem estar relacionados, uma vez que os fatores ambientais estão envolvidos e a doença não é hereditária. Entre esses remédios está a Dipirona!


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